A Importância de Ser Patético

Em poucas palavras, explique sobre o que é esse site: Jesus, e quem é que sabe??

Teclado setembro 28, 2011

Filed under: Coisas de Marcelo — Andréa Muroni @ 3:36 pm

e: – A gente tem de pegar o transformador na casa da vó pra poder ligar o teclado.

m: – eu já conversei com meu pai sobre isso e resolvemos que vai ser melhor comprar uma fonte bivolt.

depois, vocês querem levar o teclado pra casa de algum amigo, tomar uma cervejinha, tropeçar nos degrauzinhos e tocar música ruim, e vão ter que carregar o transformador ainda por cima?

 

agosto 2, 2011

Filed under: como é que é??? — Andréa Muroni @ 6:04 am

Minha cabeça é como um prostíbulo.

Melhor: é uma zona de baixo meretrício.

A cada esquina, dezenas de palavras se oferecem para mim, insinuantes, sensuais, algumas já meio embotadas pelo uso, outras super gostosas e provocantes ao contato da boca.

Na minha cabeça, o alfabeto só faz mesmo é putaria.

 

 

Greve dos Palhaços de Salvador fevereiro 10, 2011

Filed under: como é que é??? — Andréa Muroni @ 2:12 pm

Semana retrasada recebi um convite para participar da Greve dos Palhaços de Salvador.

Fiquei honrada com o convite, muito embora não tenha entendido direito a sua motivação: apesar de também ser artista e de ter uma grande inclinação à defesa de direitos em geral, não faço parte do universo clown e moro a uma distância relativamente grande para participar de tal evento.

Mas fiquei divertida me imaginando a percorrer  1962 Km para, precisamente, ir fazer greve na Bahia. E de palhaços, ainda por cima.

Não que eu menospreze a categoria, longe de mim. Adoro circo, palhaços, aéreos e tudo o mais; mas que é engraçado, isso é.

Não consigo imaginar de onde tenha partido a iniciativa para me convidar. O único baiano que conheço, pelo que me consta, não é palhaço e, mesmo que fosse, duvido que fizesse greve, adrenado como é.

Taí outro mito que a gente perpetua pelo desaviso e pela gracinha de zoar o vizinho: o de que baiano é preguiçoso. Em minha estada nos domínios de Caymmi não vi sequer uma rede, só um povo que acorda cedo pra caceta, trabalha pra bexiga e ainda por cima tem de enfrentar distâncias enormes em ônibus quentíssimos numa cidade que começa a ferver já às 6 da manhã.

Sim, também os palhaços têm direito à greve. Mas não vou me deter aqui nas questões concernentes aos direitos dos artistas em geral e da necessidade que a sociedade tem deles.

Só queria, mesmo, mostrar como os palhaços são geniais: mesmo quando estão em greve, conseguem fazer a gente rir.

 

O mundo animado dos animês não é tão animado quanto se poderia supor fevereiro 4, 2011

Filed under: Coisas de Marcelo,Non sense — Andréa Muroni @ 8:24 pm

 Assistindo a animês com o Marcelo e ouvindo as histórias dos respectivos personagens, me dei conta da absurda quantidade de dramas pessoais vividas pelos pobres mangás.

Senão, vejamos:

NARUTO

  • Sasuke: o irmão, Itachi, matou todo seu clã, inclusive a família, para evitar a II Guerra Ninja. Só não matou o coitado do Sasuke por amor fraternal (e para deixá-lo amargando o resto da vida um ódio mortal pelo irmão).
  • Naruto: seu pai morreu aprisionando a Raposa de Nove Caudas no próprio filho para que ela não destruísse toda a Vila da Folha. Não tem família.
  • Gara: nasceu com o demônio no corpo e ninguém gosta dele, nem seu pai. A mãe morreu. A única pessoa que gostava dele era uma babá que tentou matá-lo quando criança para que ele não destruísse a Vila da Areia.

 

SUPER ONZE

  • Fubuki: sofreu um acidente automobilístico com a família toda, incluindo o irmão que jogava bola com ele. Depois do acidente ficou traumatizado e incorporou o espírito do irmão. Sofre de dupla personalidade, não sabendo, ao certo, quem é.
  • Kogure: a mãe o abandonou quando criança e nunca mais voltou. Ninguém sabe ao certo nem como e nem por quê. Ele faz piada do caso, num típico comportamento de negação da realidade através de mentiras estapafúrdias e piadas de humor negro.
  • Goenji: o capitão do time adversário, antes de uma partida decisiva, mandou atropelarem a sua irmã, Yuka, que ficou um tempão em coma. Tudo para que ele não pudesse jogar.

 

CAVALEIROS DO ZODÍACO

  • Yoga: um navio afundou com sua mãe dentro. A partir de então, o rapaz adquiriu o hábito de mergulhar para visitar o navio onde a mãe morreu e ficar admirando seu cadáver conservado pelo frio da água antártica. Pelo que se sabe, não pretende remover o corpo dali.

 

DRAGON BALL

  • Goku: matou o irmão que ele tinha acabado de conhecer numa luta contra os saiajins que queriam invadir a Terra. O pai e seu melhor amigo Kuririn morrem pelas mãos do sanguinário Freeza, da mãe ninguém sabe o paradeiro e muitos, muitos outros familiares e amigos morrem no decorrer da saga para serem ressuscitados depois pelas Esferas do Dragão, assim como o próprio Goku numas dezenas de centenas de vezes. Mesmo com o auxílio luxuoso e ressuscitatório das Esferas, quando alguém morre é uma choradeira e um sofrimento só.

E olha que só listei os que lembramos mais facilmente, Marcelo e eu (que me auxiliou valorosamente na escrita deste).

São tantas catástrofes, mortes, traumas, dramas, que me arrisco a pensar que os roteiristas são mexicanos de olhos puxados.

Melhor do que qualquer novela das oito. Isso eu posso garantir.

 

outubro 6, 2010

Filed under: como é que é??? — Andréa Muroni @ 11:19 pm

M: Vou comprar pra você um cd do ????? de presente de Dia das Crianças.

A: Obrigada, amor. Mas já comprei um fardo fechado de papel higiênico este mês.

 

Contando carneirinhos setembro 18, 2010

Filed under: Coisas em que eu penso quando tento dormir — Andréa Muroni @ 5:54 pm

Noite dessas eu não conseguia dormir.

Novidade alguma, uma vez que noite após noite e comumente manhã após manhã tenho problemas para pegar no sono.

Mas não vim aqui discorrer sobre minhas noites de insônia. Ao contrário, vim aqui contar justamente de uma em que consegui dormir.

Então, era madrugada e o sono nada de vir. Resolvi então, como recomendam todos os manuais desde os tempos mais primórdios, contar carneirinhos (sim, eu os conto. e durmo de bichinho).

Pois contava eu, feliz, carneiros lindos e gordos, garbosos seres brancos dotados de extrema fofura e maciez quando me deu vontade de fazer xixi. Como estava quase adormecendo, me decidi a ignorar o apelo biológico e continuar tentando adormecer.

E consegui!

Dormi e, imediatamente comecei a sonhar com os carneirinhos fofinhos e lindinhos que eu contava quando acordada.

Até que, no sonho, uma ovelha veio para cima de mim e começou a me fazer xixi.

Nunca imaginei que um bicho tão bonito pudesse urinar tanto, mas assim o era. Saí correndo da bichinha, tentando fugir daquele ataque absurdo, mas ela não me deixava, correndo cada vez mais e sem parar, nenhum segundo, de me molhar.

Consegui chegar, então, no cercadinho para onde ela e os outros carneiros pulavam e tentei me proteger lá, fechando a cerca. Acontece que isso só piorou a minha situação porque o xixi batia na cerquinha e o jato, antes pelo menos regular, se espalhava por tudo que era lado, me molhando toda.

Consegui acordar exatamente nesse pedaço, apalpando o colchão pra ver se eu não tinha, como quando era criança, sonhado com xixi e me molhado de verdade . (não, tá?)

Depois dessa noite, nem posso mais contar carneirinhos pra dormir e nem deixar de ir ao banheiro antes de ir pra cama.

Acabaram com a minha alegria…

 

setembro 18, 2010

Filed under: Diálogos Impertinentes — Andréa Muroni @ 4:06 pm

A: Olha só a foto do meu irmão. Ele não é lindo??

P.D.: Nossa, vocês não se parecem nada…

A: Ah, é mesmo??? Gozado…. porque somos gêmeos univitalícios…

 

setembro 7, 2010

A: – Jú, Jú, o Marcelo me chamou de débil…

J: Agradeça a ele!! É o reconhecimento popular.

 

Economia doméstica agosto 20, 2010

Filed under: como é que é??? — Andréa Muroni @ 6:19 pm

Desde que tivemos a infelicidade de ficar sem TV a cabo em casa, viramos refém da TV Diário (afiliada local da Rede Globo), único canal que pegava aqui. O prédio até que tem uma antena externa mas o Jú, num dia de inusual inspiração doméstica, decidiu tirar o cachimbinho pra colocar no quarto, arrebentando todos os fios e deixando a antena inutilizada para todo o sempre, amém. Pois bem, a nossa antena pós cabo era daquelas internas pretinhas, sacam?, aquelas que tem um lance redondo sobre um suporte (como se fosse possível, realmente, um adereço arredondado de plástico servir como receptor de sinal) e que, após meses de uso sob mãos pesadas, acabou se reduzindo a um pedaço de fio metálico mal descascado que enfiávamos no buraquinho de antena da TV. Acho, de verdade, que se parassem de colocar aquele plástico redondo nas antenas internas e desistissem da ideia de tentar fazê-las parecerem mini parabólicas (só falta escreverem nela: directivi), as mesmas poderiam ter uma redução no custo de produção na margem de, deixa pra lá. Não sou a pessoa mais indicada para sugestões econômicas, e já vou explicar por quê. Sábado passado, pelintrando pelas prateleiras de ferramentas de uma lojinha de 1,99, me deparo com a maior promoção já vista nos últimos 63 dias: uma antena, simples, sem fantasias laboriosas, adereços inúteis e quetais; uma antena simples, um compridinho pra enfiar na TV, um suportezinho plástico pequeno pras antenas propriamente ditas, um cachimbo e nada mais, tudo isso pela bagatela de R$3,50. Fiquei super feliz e comprei na mesma hora, sem maiores questionamentos. Entre dois tipos de embalagens diferentes, sem olhar direito para o conteúdo, escolhi a de pacotinho rosa e fiquei ainda mais feliz quando, ao passar no caixa, descobri que aquela custava TRÊS reais. Há… Chegando em casa pedi para o Jú encaixar o cachimbinho nos fios, ao que descobrimos que a antena não vinha com cachimbinho. Ou seja, não tinha onde enfiar os fios (não pensem besteira, que eu sei que pensaram, quero uma audiência sadia por aqui). Entendido o porquê do súbito desconto de 50 centavos, guardei a antena no saquinho e tive a capacidade de, no outro dia, domingo, descer até o centro da cidade para trocar a caceta da antena. A chinesa olhou, olhou, perguntou por que eu queria trocar a antena. Expliquei que, sem o cachimbo, a antena não servia de nada. Ela não entendeu o que era cachimbo. Expliquei que era aquela caixinha de conexão, que não falávamos do Popeye, que era necessária, imprescindível mesmo. Nada. A moça de olhinhos pequenos se limitava a balançar a cabeça de um lado para outro em negativa. Pedi então para o Marcelo (que se submeteu a me acompanhar na empreitada) a pegar lá no fundo da loja uma antena como a que eu tinha comprado e a outra, de embalagem azul, que vinha com o cachimbinho. Ele trouxe, expliquei para a moça, de novo, o que era que estava faltando na antena e que não poderia faltar, para ela trocar, por favor, que eu pagava a diferença e tudo estaria resolvido. Ela reclamou que o saquinho estava rasgado (85% dos saquinhos estavam rasgados, uma vez que, possivelmente de qualidade duvidosa e, tendo como conteúdo duas varetas metálicas pontudas, eles se partiam na costura apenas com um olhar mais demorado). Argumentei, pedi, já comecei a me irritar até que, possivelmente por não me estar entendendo e querendo se ver, logo, livre de mim, ela cobrou os centavos faltantes e me deixou levar a antena completa. Em casa, eu mesma liguei o fio no parafusinho e passei o resto do dia me gabando do fato de eu ter um faro infalível para encontrar ofertas, de como é possível que cobrem dez reais por uma coisa que pode ser facilmente comprada por 3,50, questionando a todos como pudemos sobreviver por tanto tempo sem uma antena em casa, não fosse eu, a encontradeira superior dos preços baixos, encontrar aquela pequena maravilha tecnológica por módicas moedinhas. Nos dois dias subsequentes, cada vez que alguém mudava de canal e o mesmo sintonizava, tinha de ouvir a minha autoexaltação ególatra de como eu tinha encontrado a barará barará barará. No começo do 3º dia, ao fazer o breve movimento de descer a vareta metálica, a caixinha de plástico que servia de suporte se partiu. Marcelo me deu uma bronca, como eu poderia ter feito aquilo, e tals. Enquanto tentava explicar para ele que o movimento que gerou aquele inconveniente não havia sido, de forma alguma, brusco, quebrou-se a outra parte. Agora danou-se. Soltei um: fique calmo, eu vou arrumar e, munida de um durex daqueles grossos de lacrar caixas, envolvi as varetas com os pedaços quebrados do suporte, fazendo movimentos calculados para direita, esquerda e meio, repetindo-os de 3 a 4 vezes. Estava colado, mas agora as varetas nem subiam nem desciam mais, uma vez que estavam grudadas no durex. O Marcelo não gostou nada disso, mas o Jú nem percebeu. No outro dia, passando ao lado da TV e das antenas que, agora, depois do acidente ficam feito prostitutas velhas com as pernas abertas o dia inteiro, esbarrei numa das pontas e a mesma entortou. Hoje, sexta-feira, é o quinto dia, o dia em que relato esses contratempos tantos. Por enquanto, ainda não aconteceu nada (mesmo porque, a televisão está desligada) e eu aproveito a chance de ter chamado a atenção de todos vocês com este triste relato para aconselhá-los: da próxima vez que tiverem $3,50 e estiverem precisando de uma antena, esperem juntar os outros $6,50 e comprem uma directivi. Também não é o que promete. Mas garanto que dura mais do que 4 dias.

 

agosto 5, 2010

Filed under: como é que é??? — Andréa Muroni @ 8:37 pm

Este é o relato mais emocionante, coeso, claro e sensível que jamais li sobre o escritor e o escrever, feito por alguém que não é, tecnicamente, da literatura (embora, não apenas no prólogo, mas como em toda a obra, José Castello faça, simplesmente, poesia).

 

“Desde que comecei a entrevistar escritores, há pelo menos duas décadas, sempre me impressionei com seu desamparo, com o abandono do homem massacrado pelas leituras que se aderem à obra, e me interessei mais por essas zonas sombrias em que eles travam suas batalhas, pelas pequenas torturas impostas pelo mercado e pela crítica, pelas exigências da vaidade, pela loucura enfim que toma conta de um homem quando ele se posta diante do papel em branco, do que pelas imagens sofisticadas e cheias de glamour que a mídia constrói a seu respeito. A julgar por essa imagem pública, escritores são indivíduos de ânimo firme, sempre cheios de coisas a dizer, que vivem uma rotina espetacular, habitando um mundo restrito, dedicado ao transe, às homenagens e à aventura. Mas escrever inclui farta dose de entrega, de abandono, de devassamento, e impõe um combate contínuo contra o orgulho, o desespero e a solidão, destino que faz dos escritores, quase sempre, seres suscetíveis e  irrequietos, que carregam sonhos além de suas forças.

Conheci, é verdade, escritores maduros, capazes de defender seus projetos com desembaraço e de esquadrinhar as próprias obras com a destreza de cirurgiões. Mas conheci também escritores tímidos e envergonhados, que gastam suas melhores energias se escondendo do mundo e tentando apenas se defender, extraviados num cotidiano nem um pouco confortável, como se a literatura fosse, na verdade, um cárcere. Ao contrário do que sua imagem pública nos faz crer, escritores habitam em geral um mundo em ruínas − e é para sobreviver em meio a escombros que, sem outro amparo, eles se põem a escrever.

Conheci escritores vaidosos, neuróticos, encabulados, pedantes, arrogantes, afetuosos, tagarelas, brilhantes, mas escondida em todos esses gêneros, camuflada atrás de todas essas máscaras, entrevi sempre a ponta de um abandono, a saliência de uma sombra que, dissimulada pela retórica e pelo sucesso, ainda assim estava ali todo o tempo, a latejar. Meu interesse pela literatura aumentou quando descobri homens de carne e osso guardados dentro das narrativas e dos poemas que mais gosto de ler, experiência que, mais tarde, encontrei expressa na sentença de Emerson: “Talento apenas não faz um escritor. Deve haver um homem por trás do livro.” Sempre me interessei mais por esses homens e mulheres que estão ocultos nos livros do que por aqueles sujeitos, resolvidos e às vezes até um pouco ridículos, que pontificam na mídia em seu lugar. Atrás daquelas páginas, há sempre um impulso irreversível, uma sina, talvez uma condenação, que é na verdade o que leva um escritor a escrever.

Então, em vez de dar atenção ao sucesso e à glória, preferi me fixar nos conflitos íntimos, nas decepções, nos sentimentos difíceis, nos horrores − a zona de penumbra, enfim, que move o fazer  literário; região de espíritos atormentados, dilemas inomináveis e temperamentos frágeis, que transformo agora na matéria-prima deste pequeno inventário. Não tomo essa decisão por morbidez, ou porque deseje, numa inversão de valores, menosprezar os escritores, até porque os tenho em alta conta; mas sim porque, num tempo em que a literatura é tratada ora como objeto de exibicionismo intelectual, ora como simples mercadoria, mas quase sempre com frieza, o melhor a fazer é retornar aos bastidores, àquelas noites intermináveis em que homens e mulheres, movidos por forças que não sabem dominar e com o coração em frangalhos, se põem a escrever.”

 

(José Castello. Inventário das sombras. Rio de Janeiro: Record, 1999.)

 

Discussão de relação agosto 2, 2010

Filed under: como é que é???,Diálogos Impertinentes,Non sense — Andréa Muroni @ 4:42 pm

- Quer dizer, então, que você é desse tipo…

- Que tipo?

- Desse tipo!

- Como assim??

- Assim, tipo, o tipo de gente que faz coisas desse tipo.

- Que coisas?

- Ora, não desconverse!

- Mas estamos falando sobre o quê?

- Ah, agora vai dar uma de que não sabe…

- Mas eu realmente não sei!!!

- Gente como você sempre age dessa forma, é incrível.

- Gente como eu, como??

- Assim, que se faz de desentendida de tudo.

- Mas eu não estou entendendo nada, mesmo…

- Ah não, claro, óbvio que não. Você nunca entende nada.

- Aonde é que você quer chegar com essa história?

- Não muda de assunto, não!!!!

- Eu estou mudando de assunto???

- Claro, como sempre faz quando lhe convém.

- Mas, afinal de contas, do que é que você está falando???????

- Tá vendo, já mudou de assunto de novo.

 

junho 20, 2010

Filed under: como é que é??? — Andréa Muroni @ 12:04 am
 
And diz:

um dia participei de um concurso de poesias dele e ganhei um troféu

Júlio diz:

quem???

And diz:

como ele não tinha $ pra pg o envio (vai vendo) eu paguei

peguei o pct no correio e fui abrir a cx no trem, super excitada

sempre sonhei ganhar um troféu e uma medalha (já que não fazia esporte nenhum, parecia impossível)

a cx era enorme e tinha, dentro, milhares de dezenas de papéis picados, decerto, pra não ferir o troféu

mantenho-o na sala até hj, pra não mais me esquecer

vou tirar uma foto agora e te mandar

Júlio diz:

nossa, que legal!

eu já ganhei troféus em concursos de dança… mas não tenho nenhum hoje em dia.

que bonito!

o que está escrito?

And diz:

julio é um pratinho de plástico

pintado de dourado

Júlio diz:

era um concurso de poesia sobre o verão?

And diz:

o coqueiro no meio está colado com contact

Júlio diz:

o primeiro prêmio era uma raspadinha, só que derreteu.

And diz:

mantenho-o para nunca mais me esquecer e participar de novo de concursos fuleiros

é um pratinho de bolo…

e veio em uma cx ENORME

Júlio diz:

haaaaaaaaaaaaaahahahahhahahahhahahahahahaha

hahahahhahahhahahhahahhahahaahhaha

And diz:

paguei uma puta de uma grana pelo envio

Júlio diz:

eu tenho orgulho de você, sabia!

And diz:

o cara mandou um bando de bugingangas dentro

Júlio diz:

só eu tenho uma irmã que ganha pratos de balo em concursos de poesia sobre o verão.

ninguém mais tem.

And diz:

meu, imagina a minha CARA NO TREM

abrindo e vendo essa merda

Júlio diz:

imagino a cara das pessoas olhando vc abrir o pacote, porque todo mundo olha as pessoas abrindo pacotes,

And diz:

simmmmm

Júlio diz:

e imagino o silêncio que imperou quando este frisbe dourado surgiu em suas mãos.

todo mundo quis rir, mas ninguém teve coragem.

e vc quis jogar o frisbe do trem, mas também não teve coragem… hhhahahahhaa

hahahahhahahaha

esse tipo de coisa só acontece com vc, andréa.

ninguém no mundo já passou por situação semelhante.

And diz:

ah, o ganhador de 2009 deve ter um igual.

só não deve ter tido o apelo dramático do trem

Júlio diz:

mas ele não pagou o envio nem abriu o pacote no trem.

And diz:

é, então….

Júlio diz:

vc tem um plus a mais.

 

 

TPM abril 1, 2010

Filed under: Coisas de Marcelo — Andréa Muroni @ 5:03 pm

- Bom dia, mãe (abraçando e sendo abraçado). Nossa, por que você está com essa carinha?

- Cólica…

- Menstrual????

- É, hoje eu menstruo.

- Putz, deixa eu aproveitar a sua docilidade antes que chegue o cão!

 

A volta dos que não foram março 19, 2010

Filed under: como é que é???,Diálogos Sensacionais — Andréa Muroni @ 4:54 pm

Depoimento ouvido no Diário TV dia 12/03/2010, numa matéria sobre doenças renais em comemoração ao Dia do Rim (!)

- Eu tava dormindo.

Aí, começou a sangrar o meu nariz, espumar a minha boca e me deu parada cardíaca.

Me levaram morta pro hospital.”

 

Delícia de se ouvir março 19, 2010

Filed under: Coisas de Marcelo — Andréa Muroni @ 2:05 am

Chegando da faculdade, 1 da manhã:

- E o Marcelo, já foi dormir?

- Está pra lá e pra cá com um poema do Fernando Pessoa.

Não vale a pena o sacrifício???

 

 
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