A Importância de Ser Patético

Em poucas palavras, explique sobre o que é esse site: Jesus, e quem é que sabe??

Greve dos Palhaços de Salvador fevereiro 10, 2011

Filed under: como é que é??? — Andréa Muroni @ 2:12 pm

Semana retrasada recebi um convite para participar da Greve dos Palhaços de Salvador.

Fiquei honrada com o convite, muito embora não tenha entendido direito a sua motivação: apesar de também ser artista e de ter uma grande inclinação à defesa de direitos em geral, não faço parte do universo clown e moro a uma distância relativamente grande para participar de tal evento.

Mas fiquei divertida me imaginando a percorrer  1962 Km para, precisamente, ir fazer greve na Bahia. E de palhaços, ainda por cima.

Não que eu menospreze a categoria, longe de mim. Adoro circo, palhaços, aéreos e tudo o mais; mas que é engraçado, isso é.

Não consigo imaginar de onde tenha partido a iniciativa para me convidar. O único baiano que conheço, pelo que me consta, não é palhaço e, mesmo que fosse, duvido que fizesse greve, adrenado como é.

Taí outro mito que a gente perpetua pelo desaviso e pela gracinha de zoar o vizinho: o de que baiano é preguiçoso. Em minha estada nos domínios de Caymmi não vi sequer uma rede, só um povo que acorda cedo pra caceta, trabalha pra bexiga e ainda por cima tem de enfrentar distâncias enormes em ônibus quentíssimos numa cidade que começa a ferver já às 6 da manhã.

Sim, também os palhaços têm direito à greve. Mas não vou me deter aqui nas questões concernentes aos direitos dos artistas em geral e da necessidade que a sociedade tem deles.

Só queria, mesmo, mostrar como os palhaços são geniais: mesmo quando estão em greve, conseguem fazer a gente rir.

 

O mundo animado dos animês não é tão animado quanto se poderia supor fevereiro 4, 2011

Filed under: Coisas de Marcelo,Non sense — Andréa Muroni @ 8:24 pm

 Assistindo a animês com o Marcelo e ouvindo as histórias dos respectivos personagens, me dei conta da absurda quantidade de dramas pessoais vividas pelos pobres mangás.

Senão, vejamos:

NARUTO

  • Sasuke: o irmão, Itachi, matou todo seu clã, inclusive a família, para evitar a II Guerra Ninja. Só não matou o coitado do Sasuke por amor fraternal (e para deixá-lo amargando o resto da vida um ódio mortal pelo irmão).
  • Naruto: seu pai morreu aprisionando a Raposa de Nove Caudas no próprio filho para que ela não destruísse toda a Vila da Folha. Não tem família.
  • Gara: nasceu com o demônio no corpo e ninguém gosta dele, nem seu pai. A mãe morreu. A única pessoa que gostava dele era uma babá que tentou matá-lo quando criança para que ele não destruísse a Vila da Areia.

 

SUPER ONZE

  • Fubuki: sofreu um acidente automobilístico com a família toda, incluindo o irmão que jogava bola com ele. Depois do acidente ficou traumatizado e incorporou o espírito do irmão. Sofre de dupla personalidade, não sabendo, ao certo, quem é.
  • Kogure: a mãe o abandonou quando criança e nunca mais voltou. Ninguém sabe ao certo nem como e nem por quê. Ele faz piada do caso, num típico comportamento de negação da realidade através de mentiras estapafúrdias e piadas de humor negro.
  • Goenji: o capitão do time adversário, antes de uma partida decisiva, mandou atropelarem a sua irmã, Yuka, que ficou um tempão em coma. Tudo para que ele não pudesse jogar.

 

CAVALEIROS DO ZODÍACO

  • Yoga: um navio afundou com sua mãe dentro. A partir de então, o rapaz adquiriu o hábito de mergulhar para visitar o navio onde a mãe morreu e ficar admirando seu cadáver conservado pelo frio da água antártica. Pelo que se sabe, não pretende remover o corpo dali.

 

DRAGON BALL

  • Goku: matou o irmão que ele tinha acabado de conhecer numa luta contra os saiajins que queriam invadir a Terra. O pai e seu melhor amigo Kuririn morrem pelas mãos do sanguinário Freeza, da mãe ninguém sabe o paradeiro e muitos, muitos outros familiares e amigos morrem no decorrer da saga para serem ressuscitados depois pelas Esferas do Dragão, assim como o próprio Goku numas dezenas de centenas de vezes. Mesmo com o auxílio luxuoso e ressuscitatório das Esferas, quando alguém morre é uma choradeira e um sofrimento só.

E olha que só listei os que lembramos mais facilmente, Marcelo e eu (que me auxiliou valorosamente na escrita deste).

São tantas catástrofes, mortes, traumas, dramas, que me arrisco a pensar que os roteiristas são mexicanos de olhos puxados.

Melhor do que qualquer novela das oito. Isso eu posso garantir.

 

 
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