Diz o dito popular que, se conselho fosse bom ninguém dava, vendia. Só que o mesmo empirismo apregoa: é melhor prevenir do que remediar; de modos que, para o bem supremo de minha falange de ghost readers, aqui vai meu pitaco.
Fiquei sabendo ontem sobre um acontecimento terrivelmente embaraçoso protagonizado com uma moçoila em uma perfumaria qualquer.
Diz-se que a pobre estava com as mãos secas e sem nenhum creme que pudesse aliviá-la de tamanho desconforto físico. Teve, então, a brilhante idéia de usar um pouquinho de hidratante sob a desculpa de estar experimentando os cheiros na tal perfumaria.
Parou em frente à prateleira de hidratantes e, com a cara mais compenetrada do mundo, fez que analisava qualidades e valores. Pegou, então, pela cor, um tubo e despejou uma pequena quantidade nas mãos.
O lastimoso foi que, ao invés de um creme, o violáceo potinho continha óleo hidratante.
Com as mãos ensebadas e sem ter onde limpá-las, conta-se que a moça teve as faces enrubescidas e, no afã de desfazer-se da secura que o óleo havia besuntado, esfregou uma mão na outra e pegou rapidamente outro potinho, o qual, despejou novamente nas mãos, não sem deixá-lo, ao pote, devidamente engordurado.
Ah, cruel dia. Desta feita, o conteúdo misterioso da embalagem era uma espécie de sabonete esfoliante e agora, além do óleo, a pobrezinha tinha nas mãos uma grande quantidade de bolotinhas ásperas e azuis.
Saiu da perfumaria esfregando as mãos onde podia, o que poderemos identificar aqui como suas próprias roupas.
Assim sendo, os conselhos que damos são:
- 1º ande com cremes em suas bolsas, mesmo que estas fiquem mais pesadas e cheias do que comumente o são;
- 2º no caso da extrema necessidade de usurpar cosméticos, LEIA antes o rótulo para saber do que se trata o conteúdo da embalagem;
- e por último, este conselho é para as perfumarias: organizem os seus produtos de modo vertical, não horizontal, para que tolos e desavisados clientes não passem por tais ignóbeis situações.
Comentários