A Importância de Ser Patético

Em poucas palavras, explique sobre o que é esse site: Jesus, e quem é que sabe??

março 5, 2012

Filed under: Diálogos Impertinentes — Andréa Muroni @ 2:34 am

– Que foi, essa carinha?

– Tô com azia.

– Nossa, uma hora você está com azia, na outra com dor de cabeça, vira e mexe tá sofrendo…

Você é um show de sensações.

 

Teclado setembro 28, 2011

Filed under: Coisas de Marcelo — Andréa Muroni @ 3:36 pm

e: – A gente tem de pegar o transformador na casa da vó pra poder ligar o teclado.

m: – eu já conversei com meu pai sobre isso e resolvemos que vai ser melhor comprar uma fonte bivolt.

depois, vocês querem levar o teclado pra casa de algum amigo, tomar uma cervejinha, tropeçar nos degrauzinhos e tocar música ruim, e vão ter que carregar o transformador ainda por cima?

 

agosto 2, 2011

Filed under: como é que é??? — Andréa Muroni @ 6:04 am

Minha cabeça é como um prostíbulo.

Melhor: é uma zona de baixo meretrício.

A cada esquina, dezenas de palavras se oferecem para mim, insinuantes, sensuais, algumas já meio embotadas pelo uso, outras super gostosas e provocantes ao contato da boca.

Na minha cabeça, o alfabeto só faz mesmo é putaria.

 

 

Greve dos Palhaços de Salvador fevereiro 10, 2011

Filed under: como é que é??? — Andréa Muroni @ 2:12 pm

Semana retrasada recebi um convite para participar da Greve dos Palhaços de Salvador.

Fiquei honrada com o convite, muito embora não tenha entendido direito a sua motivação: apesar de também ser artista e de ter uma grande inclinação à defesa de direitos em geral, não faço parte do universo clown e moro a uma distância relativamente grande para participar de tal evento.

Mas fiquei divertida me imaginando a percorrer  1962 Km para, precisamente, ir fazer greve na Bahia. E de palhaços, ainda por cima.

Não que eu menospreze a categoria, longe de mim. Adoro circo, palhaços, aéreos e tudo o mais; mas que é engraçado, isso é.

Não consigo imaginar de onde tenha partido a iniciativa para me convidar. O único baiano que conheço, pelo que me consta, não é palhaço e, mesmo que fosse, duvido que fizesse greve, adrenado como é.

Taí outro mito que a gente perpetua pelo desaviso e pela gracinha de zoar o vizinho: o de que baiano é preguiçoso. Em minha estada nos domínios de Caymmi não vi sequer uma rede, só um povo que acorda cedo pra caceta, trabalha pra bexiga e ainda por cima tem de enfrentar distâncias enormes em ônibus quentíssimos numa cidade que começa a ferver já às 6 da manhã.

Sim, também os palhaços têm direito à greve. Mas não vou me deter aqui nas questões concernentes aos direitos dos artistas em geral e da necessidade que a sociedade tem deles.

Só queria, mesmo, mostrar como os palhaços são geniais: mesmo quando estão em greve, conseguem fazer a gente rir.

 

O mundo animado dos animês não é tão animado quanto se poderia supor fevereiro 4, 2011

Filed under: Coisas de Marcelo,Non sense — Andréa Muroni @ 8:24 pm

 Assistindo a animês com o Marcelo e ouvindo as histórias dos respectivos personagens, me dei conta da absurda quantidade de dramas pessoais vividas pelos pobres mangás.

Senão, vejamos:

NARUTO

  • Sasuke: o irmão, Itachi, matou todo seu clã, inclusive a família, para evitar a II Guerra Ninja. Só não matou o coitado do Sasuke por amor fraternal (e para deixá-lo amargando o resto da vida um ódio mortal pelo irmão).
  • Naruto: seu pai morreu aprisionando a Raposa de Nove Caudas no próprio filho para que ela não destruísse toda a Vila da Folha. Não tem família.
  • Gara: nasceu com o demônio no corpo e ninguém gosta dele, nem seu pai. A mãe morreu. A única pessoa que gostava dele era uma babá que tentou matá-lo quando criança para que ele não destruísse a Vila da Areia.

 

SUPER ONZE

  • Fubuki: sofreu um acidente automobilístico com a família toda, incluindo o irmão que jogava bola com ele. Depois do acidente ficou traumatizado e incorporou o espírito do irmão. Sofre de dupla personalidade, não sabendo, ao certo, quem é.
  • Kogure: a mãe o abandonou quando criança e nunca mais voltou. Ninguém sabe ao certo nem como e nem por quê. Ele faz piada do caso, num típico comportamento de negação da realidade através de mentiras estapafúrdias e piadas de humor negro.
  • Goenji: o capitão do time adversário, antes de uma partida decisiva, mandou atropelarem a sua irmã, Yuka, que ficou um tempão em coma. Tudo para que ele não pudesse jogar.

 

CAVALEIROS DO ZODÍACO

  • Yoga: um navio afundou com sua mãe dentro. A partir de então, o rapaz adquiriu o hábito de mergulhar para visitar o navio onde a mãe morreu e ficar admirando seu cadáver conservado pelo frio da água antártica. Pelo que se sabe, não pretende remover o corpo dali.

 

DRAGON BALL

  • Goku: matou o irmão que ele tinha acabado de conhecer numa luta contra os saiajins que queriam invadir a Terra. O pai e seu melhor amigo Kuririn morrem pelas mãos do sanguinário Freeza, da mãe ninguém sabe o paradeiro e muitos, muitos outros familiares e amigos morrem no decorrer da saga para serem ressuscitados depois pelas Esferas do Dragão, assim como o próprio Goku numas dezenas de centenas de vezes. Mesmo com o auxílio luxuoso e ressuscitatório das Esferas, quando alguém morre é uma choradeira e um sofrimento só.

E olha que só listei os que lembramos mais facilmente, Marcelo e eu (que me auxiliou valorosamente na escrita deste).

São tantas catástrofes, mortes, traumas, dramas, que me arrisco a pensar que os roteiristas são mexicanos de olhos puxados.

Melhor do que qualquer novela das oito. Isso eu posso garantir.

 

outubro 6, 2010

Filed under: como é que é??? — Andréa Muroni @ 11:19 pm

M: Vou comprar pra você um cd do ????? de presente de Dia das Crianças.

A: Obrigada, amor. Mas já comprei um fardo fechado de papel higiênico este mês.

 

Contando carneirinhos setembro 18, 2010

Filed under: Coisas em que eu penso quando tento dormir — Andréa Muroni @ 5:54 pm

Noite dessas eu não conseguia dormir.

Novidade alguma, uma vez que noite após noite e comumente manhã após manhã tenho problemas para pegar no sono.

Mas não vim aqui discorrer sobre minhas noites de insônia. Ao contrário, vim aqui contar justamente de uma em que consegui dormir.

Então, era madrugada e o sono nada de vir. Resolvi então, como recomendam todos os manuais desde os tempos mais primórdios, contar carneirinhos (sim, eu os conto. e durmo de bichinho).

Pois contava eu, feliz, carneiros lindos e gordos, garbosos seres brancos dotados de extrema fofura e maciez quando me deu vontade de fazer xixi. Como estava quase adormecendo, me decidi a ignorar o apelo biológico e continuar tentando adormecer.

E consegui!

Dormi e, imediatamente comecei a sonhar com os carneirinhos fofinhos e lindinhos que eu contava quando acordada.

Até que, no sonho, uma ovelha veio para cima de mim e começou a me fazer xixi.

Nunca imaginei que um bicho tão bonito pudesse urinar tanto, mas assim o era. Saí correndo da bichinha, tentando fugir daquele ataque absurdo, mas ela não me deixava, correndo cada vez mais e sem parar, nenhum segundo, de me molhar.

Consegui chegar, então, no cercadinho para onde ela e os outros carneiros pulavam e tentei me proteger lá, fechando a cerca. Acontece que isso só piorou a minha situação porque o xixi batia na cerquinha e o jato, antes pelo menos regular, se espalhava por tudo que era lado, me molhando toda.

Consegui acordar exatamente nesse pedaço, apalpando o colchão pra ver se eu não tinha, como quando era criança, sonhado com xixi e me molhado de verdade . (não, tá?)

Depois dessa noite, nem posso mais contar carneirinhos pra dormir e nem deixar de ir ao banheiro antes de ir pra cama.

Acabaram com a minha alegria…